quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Primeiros Passos


Foto da Antiga Praça Nossa Senhora da Conceição na Sede (1989)


SEGUNDO A HISTÓRIA
: Banzaê (Sede) 
começou a ser povoado por volta de 1910, o pequeno vilarejo onde viajantes e mercadores que saíam do estado de Sergipe com destino as cidades do sertão baiano acabavam descansando a beira de uma árvore chamada Pau–Ferro, sendo ela
 grande e velha, tinha galhos com pontas de pau que cresciam horizontalmente e onde se colocavam sacolas e mercadorias para o típico comércio, nela originou-se uma feira por nome Feira do Pau, abastecendo assim os moradores das redondezas.

Nessa feira reuniam-se moradores dos povoados de Tamburil, Mirandela, Buracos (Povoado São João da Fortaleza), Retiro, Feirinha (Povoado Campo do Brito) e fazendas da região para a comercialização de produtos.

A famosa Feira do Pau foi relembrada na 1ª Edição do Projeto Cultural Sexta na Praça, em 24 de Abril de 2009.

Primeiros moradores

Os primeiros moradores o Sr. Ricardo Ferreira, um tropeiro, e o Sr. Vicente Gouveia, um escravo alforriado, e Zé Banzaê, que residia na Fazenda Lagoa de Dentro que fica a 2 Km de distância da Vila e decidiu morar naquela localidade e assim formando o pequeno vilarejo, ele que foi dono da primeira Bodega da localidade, outras Bodegas foram depois construídas, do Sr. Arnaldo e do Sr. Vicente Gouveia. A primeira Padaria foi construída por Ana Dona Rita Alves de Oliveira.

Com o crescimento e maior movimentação da referida feira, o Sr. Ricardo Ferreira construiu a primeira Casa da Vila. Ele era casado e tinha um grande número de filhos entre eles: Inácia Ferreira e Enéia Ferreira.

Pedro Militão

Outro morador ilustre foi o senhor Pedro Militão Teixeira que nasceu na Fazenda Retiro e veio morar na Vila com sua esposa Alice Dantas, o mesmo montou uma Bodega e uma Padaria, era um homem muito inteligente, sabia ler muito bem e com isso ganhou a confiança do povo na época, sendo um grande representante do lugar, ele recebia e hospedava em sua residência políticos, padres e autoridades.

Sua residência ficava na Praça central, em frente da Igreja Matriz, onde ele passou a dirigir a religiosidade local, presidindo as Novenas e as rezas na Quaresma.

Ele foi responsável pela união da comunidade na construção do Cemitério local no ano de 1940 (ainda existente), onde o primeiro sepultado foi um jovem conhecido por Dodô, cujo nome era Virgulino de Abedias, no local foi construída também uma Capela (ainda existente), para celebrar as novenas e festejar os dias de São Pedro e São Miguel.

Com a Capela deu início os festejos de São Pedro que é realizado na Sede do município, até os dias atuais com nome de Arraiá do Banza (Desde 1997).

Em 1989 a festa foi chamada de MICARAPEDRO, que contou com a participação do Trio elétrico Valneijós, e no ano de 1996 outro Trio elétrico animou os festejos, o 20 V.


Padroeira

Por volta de 1918 a 1920, foi construída uma Capela pelos próprios moradores dedicada à Imaculada Conceição, onde contrataram um escultor de santo da região, chamado Manoel Cinema, para esculpir em madeira uma belíssima imagem de Nossa Senhora.

O primeiro padre a frequentar a Capela foi o Padre Isidoro, homem conservador e rígido, que celebrava as missas para a população em estilo de língua latim. Ele  não permitia que as mulheres participassem das missas com roupas curtas, elas tinham que estar trajadas com respeito e tinham que usar véu sobre as cabeças, os homens tinham que estar vestidos de paletó e gravata para poder pegar no andor de Nossa Senhora da Conceição, e ao entrar na Capela tinham que retirar o chapéu da cabeça para reverenciar o altar e a imagem.

No local se encontra a Igreja Matriz, dedicada a Santa, sendo que a Paróquia foi instituída em 17 de agosto de 1992, pela Diocese de Paulo Afonso, a qual pertence o município. 

Topônimo

Há duas versões sobre a etimologia do topônimo Banzaê. A primeira diz que é de origem indígena e significa "terra dos valentes". A segunda diz que vem do quimbundo e significa "aldeia".

Referências da publicação

Foram encontradas na Secretaria Municipal de Educação, no Livro Fragmentos de fé e vida do povo de Tamburil, livro este, escrito e lançado pelo vereador José Vanderlei Chaves Bitencourt em 19 de janeiro de 2011, e pelo Wikipédia. A foto é do Acervo da Câmara Municipal de Vereadores.

pesquisado por: Bruno Matos Cezar

Decreto de Emancipação

Avenida Emancipação em 1989 


Era 1984 quando tudo começou e a população do então Distrito de Banzaê, pertencente à Ribeira do Pombal e pessoas influentes começaram a fazer um movimento em pro da Emancipação. Na época o Distrito de Mirandela desejava o título de município independente também.

Em 23 de Novembro de 1984 moradores do futuro município estiveram na redação do Jornal Tribuna Regional de Souza para declarar que não aceitavam de hipótese alguma que Banzaê deixasse de ser município para ser a Mirandela, a alegação destes é que o distrito tinha o melhor centro comercial entre os povoados do município de Ribeira do Pombal, tinha vários Clubes Sociais, tinha Campo de Futebol e Iluminação pública em 90% do território, tinha água encanada, Posto do Correio, Pavimentação e Praça. 

Já os moradores da Mirandela em nome do seu líder maior Edval Calasans e mesmo sabendo do desejo dos Índios Kiriri na retomada das terras, o que era uma situação delicada para que o distrito viesse a ser cidade, justificavam que por lá  também tinha Pavimentação, Praça, Iluminação Pública, Posto dos Correios além de Cartório de Registro e Posto de Saúde.

Um novo ano de luta

Em 1985 a Comissão de Divisão Territorial da Assembleia Legislativa da Bahia, representada na ocasião pelo deputado estadual Roberto Cunha, aprovou em primeiro momento que o novo município seria a Mirandela, sendo a Sede instalada em Banzaê. 

O projeto não teve prosseguimento e assim o deputado apresentou um novo projeto colocando Banzaê como novo município, porém, Seu Divá convocou líderes comunitários para uma reunião onde aclamaram serem contra o plebiscito a favor de Banzaê.

Mesmo com a reunião convocada pelos mirandelenses, os banzaeenses que estavam se preparando para comemorar os festejos da Padroeira Nossa Senhora da Conceição ficaram eufóricos com a notícia do novo projeto apresentado por Roberto Cunha, ele que teve papel importante dentro da ALBA.

Entre 1986 e 1989

Neste período aconteceram vários movimentos por parte da população de ambos os distritos, sendo o favoritismo maior para Banzaê, principalmente após entrada de um time de pessoas influentes da política pombalense, estadual e líderes locais, destaque para José Américo Passos da Conceição (filho de Pedro Rodrigues, ex-prefeito de Ribeira do Pombal), além do Juiz na época, Dr. Fernando.

A primeira festa em comemoração ao novo município, mesmo antes de o decreto emancipatório ser homologado, aconteceu no dia 08 de janeiro, onde a maioria da população disse SIM ao Plebiscito. 

Decreto Emancipatório foi aprovado em 24 de fevereiro de 1989, pelo então Governador da Bahia, Waldir Pires, sendo publicado no Diário Oficial do Estado no dia seguinte, conforme a Lei 4.845.

As referências desta publicação foram encontradas na Secretaria Municipal de Educação e na edição comemorativa do Jornal Tribuna Regional que republicou uma edição da década de 80 para homenagear a passagem dos 22 anos de Emancipação Política do município. A foto é do Acervo da Câmara Municipal de Vereadores.

 pesquisado por: Bruno Matos Cezar

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Bloco das Primas! Tradição da Cidade!

O Bloco é Povo! O Povo é da Praça!

Logomarca a partir de 2022  (Criada por Everton Gravações)


O Bloco das Primas (Bloco As Primas Taradonas, até a edição 2020), começou de uma brincadeira entre primos, saindo de última hora e pela primeira vez numa Terça de Carnaval, 08 de março de 2011, Dia Internacional da Mulher. Sendo que nos três primeiros anos, contou com um apoio especial e incondicional de Zélia, que cedeu sua casa como ponto de apoio, concentração e saída para avenida.

Tendo como principal idealizador e fundador o professor Tiago Bitencourt que junto ao seu irmão Jonathas Bitencourt e o primo Ramon Bitencourt, daí surgiu o nome Primas, contou por muitos anos com Bruno Matos, a frente da organização, e do comerciante Elton 3 Irmãos, que junto aos amigos "comerciantes ambulantes", promoveram as edições de 2023 e 2024. 

Já nos 2025 e 2026, a festa foi promovida Prefeitura Municipal / Governo do Estado, após edital cadastrado pelo Departamento Municipal de Cultura, na SUFOTUR - Superintendência Estadual de Fomento ao Turismo.

Logomarca entre 2011 e 2021 (Criada por Everton Gravações)


Edições 

Sempre realizado na Terça-feira, já aconteceram quatorze edições, exceto nos anos de 2021 e 2022, período da pandemia (Covid-19). 

》1ª edição, 08 de março de 2011 
》2ª edição, 21 de fevereiro de 2012 
》3ª edição, 12 de fevereiro de 2013 
》4ª edição, 04 de março de 2014 
》5ª edição, 17 de fevereiro de 2015 
》6ª edição, 09 de fevereiro de 2016 
》7ª edição, 28 de fevereiro de 2017 
》8ª edição, 13 de fevereiro de 2018 
》9ª edição, 05 de março de 2019 
》10ª edição, 25 de fevereiro de 2020 
》11ª edição, 21 de fevereiro de 2023
》12ª edição, 13 de fevereiro de 2024
》13ª edição, 04 de março de 2025
》14ª edição, 17 de fevereiro de 2026

O homenageado 


O Rei da Folia, registro do ano 2014


Com seu pioneirismo na década de 90, quando promovia os primeiros carnavais, Zebu é sempre homenageado pelas Primas, que enfatizam sua importância na folia banzaeense.


Informações
Professor Tiago Bitencourt / Bruno Matos Cezar