domingo, 24 de fevereiro de 2019

Maravilhas do Banza

Vista do Sítio Vitório

Toca Grande na Sede
Praça Nossa Senhora da Conceição (Sede)
Retiro 
Pedra Furada
Tamburil
 Camboatá na Sede




Formações Rochosas no Engenho Velho
Serra do Gancho - Retiro

Sede do alto!
Serra do Arrasta
Entrada da Toca Grande

Igreja Matriz na Sede



Instituições de Ensino


Em 1948 foi construída a primeira instituição escolar quando Banzaê ainda era um povoado, a Escola Edite Brito, está foi desativada no decorrer dos anos e em 02 de agosto de 2021 foi entregue no local a Escola José Benevides (foto).

O município conta hoje com:

Colégio Estadual Flaviano Dantas do Nascimento  (Sede) que oferta Ensino Médio e Técnico, inaugurado o prédio próprio em dezembro de 2006, teve seu registro oficialmente decretado através da Portaria nº 015/2011 de 12 de dezembro de 2011.


Centro Educacional Edval Calasans (CEEC) também situado na Sede, oferta atualmente o Ensino Fundamental completo, inaugurado o prédio próprio em 1999, por diversos anos a instituição ofertou o Ensino Médio e foi reconhecido oficialmente através da Lei 065/1996 e Portaria Res. CEE 196/95 de 13 de janeiro de 1996.

Escolas Mariana Dantas de Matos no Centro da cidade e Genilza Almeida Bitencourt no Bairro Petronílio Dantas (Sede), João Bitencourt Paiva no Tamburil, Palmares no Palmares, Alfredo Macedo no Salgado, Abrão Souza Gama na Queimada Grande, José Dionísio de Oliveira no Monte, João Tapera no Baixão, Terra da Lua no Quilombo Terra da Lua, Maria Preta no Quilombo Maria Preta.

Conta ainda com as Creches Claudiane Alameida Miranda (Sede), Mãe Preta (Salgado), José Camilo Leles (Campo do Brito) e Joaquina Macedo (Queimada Grande).


Pesquisado por: Bruno Matos Cezar

Povoados e Comunidades

Povoado Queimada Grande, maior do município (Foto: Facebook Andreza Cruz)


Queimada Grande
》Salgado 
》Tamburil
Campo do Brito
》Boqueirão
Monte
Palmares
》Baixão
Gitirana
Queimadinha
Retiro
Camarão
Engenho Velho
Pedra Furada 
》Gameleira
》Pau Branco
Mão de Plata, 
Piauí
Massaranduba
Sítio I
Sítio II
》Baixinha
Sítio do Boqueirão 
Barra

Aldeias Indígenas 

Kiriri

Mirandela
Araças
Marcação
Segredo
Baixa da Cangalha
Pau Ferro
Gado do Velhaco 
Baixa do Juá
Cajazeiras 
Baixa

Tuxá

Quilombos 

Baixão dos Negros
Terra da Lua 
Maria Preta 

pesquisado por: Bruno Matos Cezar

Povoado Monte

Foto: Ricardo Dias


O Monte fica localizado no sudeste do município, a 17km da Sede. 

Existem duas versões em relação ao descobrimento do Monte. A primeira que foi habitado primeiramente por um senhor chamado José Dionísio de Oliveira, nascido na Fazenda Baixa, em 1855 e que chegou a comunidade em 1885, casou-se com a Sra. Maria Francisca de Oliveira, tiveram 11 filhos (oito mulheres e três homens), seus respectivos nomes eram: Maria, Joana, Ursulina, Júlia, Alberta, Jovencia, Jesusína, Ana, Alfredo, Joaquim e José, eles trabalhavam na comunidade como carpinteiros e agricultores. Dionísio faleceu em 1948, aos 93 anos. Hoje o Monte é habitada por cerca de 75% de seus descendentes entre netos, bisnetos e trinetos.

A outra versão é que foi descoberto por um senhor chamado Miguel Curvelo dos Santos, um senhor de escravos, que veio do município de Tucano, o qual possuía cerca de 15 escravos. Casou-se com Doma Moça, com quem teve um filho e sete filhas. Não se sabe ao certo quando Sr. Curvelo chegou ao Monte, mas pesquisas apontam para o ano de 1840 ou 1850 aproximadamente. 

O nome do lugar já diz tudo, referência às serras que a rodeia. 

No início tinham poucas casas, feita de taipa (enchimento de barro, a comunidade era coberta por grandes árvores e existia também a casa de farinha de rodete e motorizada). 

A agricultura (feijão, milho e mandioca) era a fonte de sobrevivência e renda; as pessoas trabalhavam em mutirões que tinha o nome de batalhão; realizava também a despalha de milho (os agricultores colhiam seus milhos e convidavam os moradores para a despalha). Durante o trabalho, as pessoas se divertiam bebendo cachaça e “cantando versos e contando causos”.

A diversão mais comum era brincadeira de rodas, bilisconder (esconde-esconde), leitura de literatura de cordel, São João, o pau-de-sebo, e no sábado de aleluia com a queima de Judas e quebra-potes.

Religiosidade. Na época da quaresma era muito respeitada. As pessoas guardavam em sacos seus instrumentos musicais, como: violão e sanfona, não ligavam rádio.

A luz era candeeiro, a base de querosene; água era de tanques de barreira, que aparavam as águas das chuvas, não tinham nenhum tratamento. Quando ficava muito tempo sem chover, as pessoas pegavam água até mais de 6 km de distância.

Na década de 40, a comunidade começou a crescer. Surgiram os primeiros comércios: o Bar de Pedro Guilherme e uma Padaria de Pedro Bira. 

O primeiro rádio da comunidade foi o de Maninho Silva, a primeira radiola (vitrola) pertencia a Manoel Faustino, ambos os instrumentos funcionavam a pilhas.

Na década de 60 a diversão passou a ser forró, tocado pelo primeiro sanfoneiro da comunidade: Manoel Prudente de Moraes, que deixou o ofício para Zé de Maninho, as roupas eram feitas de pano de saco, e usavam tanto homens como mulheres. 

Algumas pessoas importantes para a comunidade.

Alfredo: enfermeiro; Joaquim: carpinteiro – fazia caixões para sepultamento; Filadelfo: coveiro e conhecedor de ervas medicinais também o lendário lobisomem; Aristides: fazendeiro que empregava maior número de pessoas; Joana: humorista da comunidade; Rogaciana e Francina: parteiras.

Na década de 80 a tecnologia chegava ao Monte: a televisão perto e branco, que pertencia a Sr. João de Maninho, na casa de quem a maioria dos moradores se reunia para assistir as novelas, telejornais, Copa do Mundo e principalmente filmes, destacando-se Tarzan e BJ; a primeira geladeira foi possuída por Gervázio.

O Monte atingiu seu maior desenvolvimento a partir da década de 90, quando passou a ser município de Banzaê. Hoje é um povoado desenvolvido, tem uma Escola, está cujo nome é uma homenagem ao provável primeiro morador José Dionísio; Igreja Católica, nas quais os fiéis se reúnem pra louvar a Deus, principalmente na época do Novenário em louvor a Nossa Senhora do Monte Serrat; Associações Comunitárias Rurais, Culturais e de Pais e Mestres, através das quais já conseguiu recursos para a comunidade tais como: Olaria, Casa de Farinha eletrizada, Trator agrícola, além de telefone; PSF inaugurado em junho de 2008; Abastecimento de água; Quadra Poliesportiva, Ruas pavimentadas e Campo de Futebol. 

A população atinge cerca de 510 habitantes (sem contar os que estão em outros estados), que ainda vivem da agricultura, da aposentadoria rural e dos benefícios sociais.

O Monte é como qualquer outra comunidade em fase de crescimento que tem seus problemas, mesmo assim estão com o olhar voltado para o futuro. Os pais se preocupam com a educação dos seus filhos, pois acreditam que através dela podemos transformar para melhor o mundo onde vivemos.

Essa publicação foi enviada pelo professor e blogueiro Josivan Ribeiro que adaptou a mesma ao lado do professor José Andrade, ela foi feita de uma entrevista realizada por alunos ao Sr. José Dionísio Neto. 

segunda-feira, 12 de março de 2018

Brasão e Bandeira Oficial


O Azul do Primeiro Retângulo e da Faixa central com o nome Banzaê – BA é uma homenagem a nossa Emancipação Política, em 24 de Fevereiro de 1989, representa nossas fontes hídricas e o céu, essa cor é frequentemente associada com a profundidade e estabilidade.
O segundo Retângulo Vermelho simboliza o orgulho por nossa terra bem como as lutas e conquistas dos povos que compõem a etnia do nosso município.
Octógono Branco representa a Reserva Indígena Kiriri. Essa é uma cor que remete a paz, sinceridade, pureza, verdade.
O Timbre é uma fortaleza de construção antiga, com quatro merlões e quatro portas que representam os Quatro pilares da administração, sendo eles: Controle, Direção, Organização e Planejamento.
Elementos que compõem o Escudo
Boi: Referência a Pecuária
Mel: Referência a Apicultura
Caju: Referência a Cajucultura
Feijão e Milho: Referência a Agricultura Familiar
A Bandeira e o Brasão oficial do município foram aprovados em uma Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vereadores, em 12 de março de 2018.

pesquisado por: Bruno Matos Cezar

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Índios Kiriri e Tuxá

Aldeia Kiriri

Igreja construída por Jesuítas em 1701

No início do século XVIII, os Kiriri receberam em doação do rei de Portugal uma légua em quadra (12.320 hectares em formato octogonal) de terras ao redor da aldeia de Saco dos Morcegos, fundada pelos Jesuítas em 1656 (atualmente Mirandela), a qual tornou-se Vila somente na segunda metade do século XIX. 

Região de clima semiárido, relevo irregular, cursos d’água intermitentes, em faixa de transição entre o agreste e a caatinga marcada por acentuada devastação da vegetação nativa e acelerado processo de erosão em decorrência de séculos de exploração econômica intensiva (atropinização) e processos pedogenéticos.

A economia Kiriri caracteriza-se pela agricultura de subsistência (mandioca, feijão e milho) e da coleta de frutos silvestres e mel. O excedente é comercializado no mercado regional. Também produzem um rico artesanato em cerâmica e trançados (principalmente da palmeira licuri).

Em 1983, a população da Terra Indígena Kiriri era de 1.800 indígenas, e atualmente, segundo o último Censo do IBGE (2022), são 2.544 indígenas.

Os núcleos tradicionais de ocupação kiriri - Sacão, Baixa da Cangalha, Cantagalo, Lagoa Grande, Cacimba Seca - foram substituídos pelos povoados antes ocupados por regionais: Mirandela, Gado Velhaco, Marcação, Araçá, Pau Ferro, Segredo, Baixa do Camamu, Baixa da Cangalha ("Biombo").

O Governo Federal reconheceu as terras do aldeamento como ocupação tradicional e indígena em 1990, sendo a demarcação finalmente homologada através do Decreto Presidencial nº 98.828 de 15 de janeiro daquele ano.

Cronologia 

1979 - Organização de uma roça comunitária na Baixa da Catuaba, situada ao sul do Território indígena, na estrada que liga o povoado de Mirandela ao município de Ribeira do Pombal, caracterizada por forte incidência de ocupações de regionais. 

1981 - Demarcação da Terra Indígena Kiriri, com 12.320 ha. 

1982 - Ocupação da Picos, localizada no núcleo Lagoa Grande, maior fazenda no interior do território kiriri, tida por posseiros e fazendeiros como baluarte na ocupação das terras indígenas. Seu pretenso proprietário, Artur Miranda, era apoiado por políticos da região e considerado pelos índios como o seu mais crucial inimigo. 

1985 - Ocupação de uma fazenda de 700 ha. no núcleo Baixa da Cangalha. 

1986 - Os Kiriri interditam importante estrada de acesso de Mirandela ao povoado de Marcação, retirando todas as posses e roças de regionais ali localizadas. 

1987 - A FUNAI indeniza e o INCRA reassenta 37 famílias de não índios incidentes no território kiriri, nas fazendas Taboa e Serrinha, situadas no município de Quijingue. 

1989 - 85% do território kiriri passa a compor o município de Banzaê, desmembrado de Ribeira do Pombal, em uma manobra política com o intento de "livrar" esse último município da presença indígena. Mirandela havia sido estrategicamente escolhida como sede do novo município. Todavia, mediante injunções na Assembleia Legislativa, em Salvador, os Kiriri conseguem obstar que a nova sede se situe nos limites da Terra Indígena. 

1989 - Cerca de 50 famílias kiriri acampam nas cercanias de Mirandela, após terem suas moradias parcialmente destruídas por uma enchente. Mantêm-se permanentemente no local que se constituía, até 1995, em um núcleo de resistência e pressão frente aos não índios então ocupantes de Mirandela. 

1990 - A Terra Indígena Kiriri tem a sua demarcação administrativa homologada através do Decreto nº 98.828, de 15 de janeiro, sendo posteriormente realizada a regularização imobiliária - Reg. CI mat. 2969, livro 2m, f. 83, em 23 de março daquele mesmo ano. 

1991 - A FUNAI indeniza algumas casas habitadas por não índios em Mirandela e famílias kiriri as ocupam. 

1995 - Os Kiriri ocupam Mirandela, retirando todos os não índios ali incidentes. 

1996 - Os Kiriri ocupam o povoado Gado Velhaco, situado a 2,5 Km de Mirandela 

1997 - Os não índios desocupam o povoado Baixa da Cangalha. 

1998 - Os Kiriri ocupam os povoados de Marcação, Araçá, Segredo e Pau Ferro, retirando as últimas famílias de não índios residentes na Terra Indígena. 

Aldeia Tuxá



Com cerca de 65 famílias, a Aldeia Tuxá foi constituída no município numa área de 414 hectares entre o Povoado Salgado e a Fazenda Sítio, eles vivem basicamente da agricultura familiar e o artesanato também é destaque na tribo.

Eles chegaram em Banzaê vindos do município de Rodelas/BA onde a primeira reserva da Tribo foi reconhecida no ano de 1945. O nome Tuxá originou-se de um grande guerreiro chamado João Gomes Apaco Caramuru Tuxá Contatados.


As referências desta publicação foram retiradas dos portais Índios On LinePortal Kiriri, Povos Indígenas no Brasil e História e Cultura Tuxá e as Fotos: ASCOM Funai.


 Pesquisado por: Bruno Matos Cezar

sábado, 1 de julho de 2017

Quadrilha Junina Pisada Forte

Um produto genuinamente Banzaeense!


O ano era 2002 quando a partir de uma seletiva ocorrida no Centro Educacional Edval Calasans (CEEC), jovens foram escolhidos para participar de um Concurso Municipal de Quadrilhas. 

Alguns chateados com a situação formaram a chamada “Quadrilha da Rua”, participava quem tivesse interesse. 

A disputa não aconteceu e foi quando se deu a fusão entre o Grupo da Escola e com o Grupo da Rua. E ocorria um fato interessante, as pessoas antes de se unirem, indagavam umas as outras, “Você participará de qual quadrilha, da rua ou da escola?”. 

A princípio a professora Rita Simone, batizou o grupo de “Quadrilha Arrasta-Pé na Praça”, na justificativa de que suas apresentações se dariam sempre na Praça de Eventos da cidade. 

O primeiro empecilho encontrado pelo grupo foi à falta de um local para os ensaios. Foi ai que o saudoso Flaviano Dantas, popularmente conhecido como “Sr. Viano”  (in memória), cedeu sua garagem, “O Casarão”, para realização dos ensaios. Como o número de participantes aumentava, o espaço ficou pequeno e assim surgiu mais uma ajuda que veio da professora e diretora do CEEC na época Cássia Matos que realizou uma reunião com os membros do grupo e permitiu que ocorressem as reuniões  e ensaios dentro de uma das salas de aula da Unidade Escolar, espaço esse que também ficou pequeno diante da euforia dos integrantes, sendo assim surgiu à ideia de fazer os ensaios na área externa da escola que por sinal não era pavimentada.  .

Com os problemas encontrados na área externa do CEEC, a Comissão Organizadora teve que buscar um novo ambiente e de imediato idealizaram a Praça Mãe Joana, mas logo descartaram, afinal, o público iria ficar a par da apresentação e “perderia a graça no dia”. Por essa razão, surgiu à hipótese de solicitar a diretora da Escola Municipal Edite Brito (hoje desativada), professora Marilene Bezerra, para acomodar a quadrilha, após uma reunião com ela, a mesma citou as inesquecíveis palavras, “A escola é de vocês! Jamais eu vou deixar de ajudar a nossa cultura e o que precisarem contem comigo!”. E não foi diferente, até aulas de frevo a professora Marilene ofertou para quadrilha. 

Já em cima da hora para primeira apresentação, tudo começara a se concretizar, espaço de ensaios conseguido, participantes sendo “afiados”, e faltava o principal, o figurino! 

Pela falta do figurino, o grupo foi em busca de apoio ao presidente da Câmara na ocasião Paulo Sérgio,  ao então prefeito Zé Leal e ao Comércio Local e o mesmo foi conseguido.

Com os apoios conquistados e ajuda dos participantes, o tecido para fazer o figurino foi comprado, o mesmo chegou faltando uma semana para a data da apresentação  e aí começou a correria na busca por costureiras para concretizar o modelo rabiscado no papel pelos talentosos irmãos, Agerlânio, Cida e Ana Carla. 

Chegou o grande dia e na noite de São Pedro, 29 de Junho de 2002 aconteceu à primeira Apresentação da Quadrilha, na antiga Praça do Mercado Municipal, hoje Praça Nossa Senhora da Conceição.

Logo na primeira apresentação a quadrilha mostrou que chegou para marcar época, o tema usado na ocasião surgiu da Banda Menina Faceira, (“Alô, alô meus amores, esse é o nosso terceiro cd...”). Professor na época, Celhão Produções foi o marcador da apresentação tradicional  que foi encerrada com uma coreografia ensaiada homenageando Lampião e Maria Bonita. 


2004

A Pisada voltou com força total e fez uma apresentação ímpar mesmo sem tema e seguindo a ideologia da primeira apresentação em 2002, coreografia ensaiada e passos tradicionais sob a marcação do professor Girordan. 

Nesta apresentação, surgiu a primeira dupla mirim da Quadrilha, (Mateus e Daniela Oliveira). 

2005

A Pisada pela primeira vez se apresentava pelo segundo ano consecutivo e fez mais uma brilhante apresentação, mesmo sem tema.

Nesta ocasião aconteceu a 1ª Edição do “Arrastão da Bagaceira” com um carro de som ao comando do narrador e animador Toninho de Quinca Soldado, participam do esquenta caminhões, jegues, cavalos, motos, bicicletas e pessoas a pé, foi um grande arrastão entre a Sede e o Povoado Campo do Brito, fazendo um grande alvoroço. 

O que era para ter sido apenas um “esquenta” da Quadrilha Pisada Forte, o “Arrastão da Bagaceira”, tornou-se num grande “Bloco Junino” com os participantes vestidos a caráter.

2006

O ano era de Copa do Mundo na Alemanha e o tema na ocasião homenageada o mundial e a Seleção Brasileira. Embaixo de muita chuva a Pisada Forte proporcionou a todos uma grande apresentação que entrou para história, a 2ª Edição do “Bloco Junino Bagaceira" foi realizada. 

2007



Homenageando a Nação Brasil, a Junina trouxe como grande novidade na ocasião a “Orquestra de Panelas” na abertura, a orquestra foi baseada em um momento do DVD “Ballet Mulato” de Daniela Mercury. 

Foi nesta apresentação que o despertou o senso crítico dos expectadores devido à apresentação ser fechada com o hit do axé  baiano “Levada Brasileira”, sendo mais uma grande apresentação, no ano que aconteceu a última e 3ª Edição do “Bloco Junino". 

2008


O forrozeiro Alcymar Monteiro, querido por toda população banzaeense foi o grande homenageado da Pisada na sua sexta apresentação em Praça Pública. 

Alcymar sempre foi lembrado pela Pisada e inclusive uma música de sua autoria, "Festilhas", onde diz que na minha quadrilha só tem gente que brilha, é sempre usada nas apresentações. 

Na ocasião, o grupo apostou em novidades colocando 32 casais, uma banda ao vivo, a Banda Pisada Forte e um telão de projeção que foi operado por Jefferson Matos, para mostrar aos expectadores que a história da quadrilha começou dentro de uma sala de aula e a cada ano atingia novas proporções. 

Naquele ano a Quadrilha e Banda Pisada Forte eram compostas por mais de 60 pessoas, entre jovens e adultos, trabalhando em plena comunhão. 

2009 



Na 7ª Apresentação em 2009, o grande homenageado foi o Rei do Baião, Luiz ‘Lua’ Gonzaga. Na ocasião foi relatado sobre os 20 anos de sua morte. 

A aposta do grupo foi válida e a história de Gonzagão foi cantada através de seus grandes sucessos. Os dançarinos da pisada mais segura do Brasil fizeram um grande show com um figurino impecável, alegorias e adereços projetados e desenvolvidos pelos próprios componentes. 

2010


  

Salve o Carnaval Baiano! Com esse tema, a quadrilha trouxe o som das grandes músicas que embalaram a Festa Baiana, desde Moraes Moreira, passando por Luiz Caldas, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Cláudia Leitte e outros grandes artistas do Axé Music.

Neste ano a Pisada se apresentou no "São Pedro da Tradição", evento organizado pela Prefeitura Municipal, e enfatizaram em quinze minutos os sete dias de folia da capital baiana, Salvador. 

2011




Pelo segundo ano consecutivo à apresentação ocorreu no "São Pedro da Tradição" e os pisadeiros fizeram mais um espetáculo, munidos de muita qualidade áudio visual, luzes e alegorias, onde o grande homenageado foram os Portugueses, como eles chegaram ao Brasil.

2013



O período era de muita escassez e falta de chuva e de um bate papo descontraído entre amigos na rua e após uma foto postada por Lucas na rede social Facebook pedindo o retorno da Pisada, surgiu à ideia de realizar uma reunião no Auditório da Secretaria de Educação e a mesma aconteceu sob o comando da Comissão Organizadora recém-criada, formada por Bruno Matos, Gleidson Miranda, Emanuel Almeida, Jackson Alves, Alan Nascimento, Kathyuscia Santos, Fernando Nascimento e Geovanne Dantas.

A reunião democrática contou com a participação dos (as) quadrilheiros (as)  na ocasião e todos puderam opinar desde a escolha do tema, ao figurino e músicas a serem executadas nas apresentações daquele ano.

O tema escolhido não poderia ser outro e assim a fé do povo nordestino foi o grande destaque do retorno e décimo ano de apresentações, "A Fé do Nordestino"  com o slogan que ficou denominado "Seca no Sertão e Fé no Coração"

Três foram às apresentações, à primeira no São Pedro da Tradição, a segunda em homenagem ao amigo Padre Mário Gonella, em frente à Igreja Matriz e a terceira em Paulo Afonso, a convite do Bispo Dom Guido, está última encerrou a Semana Missionária da JMJ na Diocese em frente à Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

2015




Com retorno de Lucas Viana na organização, a participação de 18 casais, um trio de forrozeiro e a dupla Luciano Almeida e Thais fazendo a abertura, a Pisada teve como tema neste ano a Batida da Zabumba.

Foram duas apresentações, a primeira no 
São Pedro da Tradição do Banza e a segunda Arraiá Culturá do Pombá em Ribeira do Pombal. 

Ambas contaram com o cômico casamento caipira, além da batida da zabumba e o fole da sanfona que puxou os quadrilheiros.

2016



Com apresentações no São Pedro da Tradição, no Arraiá Culturá do Pombá e no Arraiá da Rua da Ribeira, as duas últimas em Ribeira do Pombal, os quadrilheiros da Pisada viveram a vida de “Dominguinhos” com o tema: Sua benção grande mestre! 

O homenageado foi um grande foi um instrumentista, cantor e compositor brasileiro, o sanfoneiro, teve como mestre Luiz Gonzaga.

2017




E 15 anos depois, justamente na noite de São Pedro (29 de Junho), assim como na primeira vez em 2002, a Pisada chegou pisando Forte no Baile de Debutantes, uma celebração em grande estilo, momento único da Junina.

A festa de 15 anos foi celebrada ainda no Arraiá Culturá do Pombá em Ribeira do Pombal, e no Arraiá da Quadrilha Fogo na Saia, no Povoado Barrocão.


Pisa, minha Pisada!

Nasceu de um acaso, ou uma certeza, não se sabe, mas o que fica evidenciado com essa incrível e marcante história, é que o tradicional e o inovar são artes que sempre se confronta em suas apresentações, entretanto, a vitória se dar a partir do empate entre ambas. 

Ao longo desses anos a Pisada só não se apresentou nos anos de 2003, 2012 e 2014.

Matéria enviada por Lucas Viana em 2013, um dos fundadores da Quadrilha. Adaptada e acrescentada novas histórias a partir deste ano por Bruno Matos Cezar.

Fotos da Fan Page no Facebook: QUADRILHA PISADA FORTE - BANZAÊ